sábado, 20 de abril de 2013

ESCOLIOSE




A coluna vertebral possui curvaturas que passam por toda sua extensão, desde a região cervical até a sacrococcígea, visíveis apenas quando olhado lateralmente, chamadas Lordose e Cifose. Enquanto as duas são consideradas normais, quando a curvatura não é acentuada, a situação muda no momento em que aparecem desvios laterais ou rotacionais.
Essa formação de gibosidade vertebral na região torácica, também conhecida como corcunda, é chamada Escoliose, uma deformação morfológica nos três planos do espaço, torcendo a coluna para os lados, para frente, para trás e em torno do próprio eixo. A gravidade e a maneira como deverá ser tratada a escoliose é determinada através do grau de torção.
A deformação pode ser classificada como curva simples, com torção à direita ou à esquerda (escoliose em C); ou curva dupla (escoliose em S), podendo ainda ser identificada devido à região em que se encontra: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares ou lombossacrais.
Quando a escoliose é congênita, constitui deformidades a partir da concepção, atingindo curvas severas de até 180º, quando a coluna processa uma curva completa sobre si mesma. Nesses casos o tratamento é cirúrgico e precoce, na tentativa de corrigir o defeito ósseo a partir do seu nascimento.
As escolioses pode ser agrupadas em funcionais e estruturais, sendo as funcionais ocorrem devido à alterações extrínsecas, como por exemplo um encurtamento com disparidade entre os membros inferiores, causando um desvio do eixo da coluna pela variação de comprimento entre os dois membros. As escolioses estruturais são causadas por desvios localizados diretamente nas estruturas ósteo ligamentares vertebrais.
Durante a infância, tanto meninos quanto meninas podem desenvolver a escoliose, na adolescência, porém as meninas são de 5 a 8 vezes mais afetadas do que os garotos. Durante a juventude a deformação não causa dores, entretanto se não for corrigida, na fase adulta podem surgir dores nas costas.
A coluna pode ser reconduzida à sua posição normal através do emprego de uma força de tração na mesma. Essa força aumenta o espaço entre as vértebras e reduz a curvatura nos pontos críticos. Uma forma engenhosa para "endireitar" a coluna sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos. Contudo, o tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.


As Causas


As principais causas da escoliose são idiopáticas, neuromusculares, a poliomielite, origem congênita e pós-traumática. Testes clínicos e radiografias, de maneira precoce, são muito importantes para o diagnóstico da doença.
A escoliose pode causar danos irreparáveis se não tratada corretamente, daí a necessidade de um controle da evolução sistemática da doença.
Existem três grandes causas,  sendo elas a escoliose congênita (de nascença) decorre de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recém-nascido a segunda é a escoliose neuromuscular é causada por problemas como fraqueza muscular ou do controle precário dos músculos, ou paralisia decorrente de doenças como paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio e a terceira causa é a escoliose idiopática não possui causa conhecida. A escoliose idiopática em adolescentes é o tipo mais comum.
A pessoas que  são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. A maioria dos casos ocorre em meninas. O encurvamento geralmente se agrava durante os surtos de crescimento. A escoliose em crianças é menos comum e geralmente atinge igualmente tanto meninas quanto meninos.
Os Exames a serem realizados

Um exame físico será realizado pelo médico, inclusive um teste de curvatura para frente, o que ajuda a definir a curvatura. O grau da curvatura vista no exame pode subestimar a real curva vista no raio X, logo, qualquer criança que tiver a coluna encurvada terá o raio X solicitado. O médico realizará um exame neurológico para buscar quaisquer mudanças na resistência, na sensibilidade ou nos reflexos.
Os testes para identificar a escoliose incluem:
Exame com escoliomêtro (um dispositivo que mede a curvatura da coluna vertebral)
Raios X da coluna vertebral (frontais e laterais)
Ressonância magnética (caso haja quaisquer alterações neurológicas observadas no exame ou haja algo incomum no raio X)


      












  
Os Sintomas

Quando um ombro parece estar mais alto do que o outro ou a pélvis parece estar inclinada são grandes indícios da escoliose. Um olhar leigo não percebe a curvatura nos estágios iniciais.
Outros sintomas da escoliose são as, dores lombar e nas costas, Fadiga, Ombros ou quadris que parecem assimétricos, Coluna vertebral encurvada anormalmente para o lado (lateralmente). Pode haver fadiga na coluna vertebral após longa permanência de pé ou sentado. A dor ficará persistente caso haja uma inflamação no tecido mole e desgaste dos ossos da coluna vertebral.
Observação: A cifoescoliose também inclui curvatura anormal da frente para trás, com uma aparência de costas arredondadas.
O Tratamento de Escoliose

O tratamento da escoliose pode ser definido através do grau de angulação: 0 à 10 graus não necessita de tratamento fisioterápico, de 10 à 20 graus tem necessidade de tratamento fisioterápico, 20 à 30 graus o tratamento fisioterápico acompanha o uso de colete ortopédico, de 30 à 40 graus requer o uso do colete ortopédico, e de 40 à 50 graus somente tratamento cirúrgico. Contudo a base para o tratamento são fatores como a idade, a flexibilidade, a gravidade da curva e na etiologia.
Na maioria dos casos de escoliose idiopática adolescente (menores de 20 graus), o tratamento é dispensado, mas devem ser realizadas verificações semestrais.
Na medida em que a curvatura se agrava (acima de 25 a 30 graus em crianças em fase de crescimento), o uso de órteses é geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva. Existem muitos tipos de órteses utilizados. O colete de Boston, o colete de Wilmington, o colete de Milwaukee e o colete de Charleston foram batizados com o nome dos centros onde foram desenvolvidos.
Cada colete tem uma aparência distinta. Existem diferentes modos de usar cada um deles adequadamente. A seleção de uma órtese e a maneira como ela será usada depende de muitos fatores, inclusive das características específicas da curvatura. A órtese exata será decidida pelo paciente e o médico.
Um colete para as costas não reverte a curva. Em vez disso, usa a pressão para alinhar a coluna vertebral. O colete pode ser ajustado com o crescimento. O uso de colete não funciona para as escolioses congênitas e neuromusculares e é menos eficaz na escoliose idiopática infanto-juvenil.
A decisão do momento apropriado para se operar é variável. Após os ossos do esqueleto cessarem o crescimento, a curvatura não deve se agravar muito. Por conta disso, talvez o cirurgião queira aguardar até que os ossos do seu filho parem de crescer. Entretanto, pode ser que seu filho necessite de cirurgia antes disso, se a curva na coluna for grave ou estiver se agravando rapidamante. Curvas de 40° ou mais geralmente precisam ser operadas.
A cirurgia consiste em corrigir a curva (embora não completamente) e encaixar os ossos dentro dela. Os ossos são fixados no lugar com uma ou duas hastes de metal presas com ganchos e parafusos até que o osso seja recuperado. Às vezes, a cirurgia é feita através de um corte nas costas, no abdomên ou abaixo das costelas. Pode ser necessário o uso de uma órtese para estabilizar a coluna vertebral após a operação.
Muitas vezes, as limitações impostas pelos tratamentos afetam o lado emocional e podem ameaçar a autoimagem, principalmente para adolescentes. Apoio emocional é importante.
Fisioterapeutas e ortopedistas (especialistas em aparelhos ortopédicos) podem ajudar a explicar os tratamentos e a assegurar que o colete se encaixe confortavelmente.


Coletes de  Milwalkee e o de Boston

Cirurgia
A cirurgia para correção da escoliose possui 2 objetivos: 1- a correção da curva, com melhora do padrão estético e também a interrupção da piora da escoliose. Com a cirurgia, as vértebras são fixadas em uma posição desejada, ocorrendo uma fusão entre elas. Isso promove uma correção da curva e uma grande melhora estética, gerando grande satisfação para o paciente. Outro resultado da cirurgia é a interrupção da piora da escoliose. Após a fusão das vértebras operadas, ocorre um estacionamento da curva na mesma posição em que foi deixada após a cirurgia.

A recuperação após a cirurgia não é complexa. O paciente fica em pé e caminha no segundo dia após a cirurgia, geralmente recebendo alta do hospital em menos de 7 dias. O uso do colete após o procedimento é de escolha do médico, podendo ser utilizado dependendo do caso ou do resultado da cirurgia.
Como qualquer cirurgia, a correção da escoliose também pode apresentar riscos e complicações. Entre as complicações mais freqüentes encontram-se a infecção e a dor pós-operatória, que geralmente não é grande, sendo geralmente resolvida com medicações.
Expectativas

O resultado depende da causa, localização e gravidade da curvatura. Quanto maior for a curva, maior será a chance de ela piorar após cessar a fase de crescimento.
Quanto maior for a curva inicial da coluna vertebral, maior será a chance de que a escoliose se agrave após a conclusão da fase de crescimento. A escoliose grave (curvas na coluna vertebral maiores do que 100°) pode causar problemas respiratórios.
Os casos de escoliose que não possuem gravidade e que são tratados apenas com o uso de órteses costumam ser resolvidos satisfatoriamente. As pessoas com esse quadro não são suscetíveis a problemas a longo prazo, exceto uma taxa elevada de dor na coluna lombar quando envelhecem. As pessoas com escoliose idiopática corrigida cirurgicamente recuperam-se bem e podem levar uma vida ativa e saudável.
Os pacientes com escoliose neuromuscular sofrem de um outro distúrbio grave (como paralisia cerebral ou distrofia muscular), então os objetivos são distintos. Geralmente, a meta da cirurgia é simplesmente permitir que a criança se sente corretamente na cadeira de rodas.
Os bebês com escoliose congênita têm uma grande variedade de defeitos de nascença subjacentes. Essa doença tem um manejo difícil e geralmente muitas operações precisam ser feitas.
Complicações possíveis

·    Problemas emocionais ou baixa autoestima podem ocorrer como um resultado da doença ou de seu tratamento (principalmente, o uso de órtese)
·    Incapacidade dos ossos se encaixarem (muito raro em escoliose idiopática)
·    Artrite e dor na coluna lombar na idade adulta
·    Problemas respiratórios decorrentes de uma curvatura grave
·    Danos na medula ou no nervo espinhal decorrentes da cirurgia ou da incorreta curvatura grave
·    Infecção na coluna vertebral após a cirurgia

Cuidados a ser tomados

Testes de rotina para escoliose agora são realizados nas escolas de ensino fundamental e médio nos Estados Unidos. Devido a esses testes, muitos casos que poderiam ser descobertos apenas em um estágio avançado estão sendo diagnosticados em estágios iniciais.

OBS: Procure assistência médica caso haja suspeita de que seu filho sofre de escoliose.



Referências:
·         Hedequist DJ. Surgical treatment of congenital scoliosis. Orthop Clin North Am. 2007;38(4):497-509, vi.
·         Lonner, B. S. Emerging minimally invasive technologies for the management of scoliosis. Orthop Clin North Am. 2007;38(3): 431-440.

terça-feira, 16 de abril de 2013

ESCORBUTO

       O escorbuto é uma doença causada por falta de vitamina C. O escorbuto tornou-se uma doença clássica de marinheiros no final da Idade Média, que passavam longos períodos em alto mar e comum nos indivíduos e nas comunidades,onde a alimentação é desprovida de frutas e verduras.Um médico britânico Dr. James Lind descobriu que o escorbuto era uma deficiência nutricional ,por falta de vitamina C encontrada no limão e na laranja.O ácido ascórbico age na síntese do colágeno, que é uma proteína formadora de fibras que envolve os tecidos do corpo humano. A síntese do colágeno, proteína que aderem as células umas nas outras e que responde pela qualidade e resistência dos tecidos conjuntivos responsáveis pela estrutura. A carência de vitamina C é a principal responsável pela deficiência de colágeno e é a principal causa da ineficiência do processo de regeneração dos tecidos conjuntivos. Com a degeneração das fibras, ocorrem os afinamentos e os enfraquecimentos, correndo um risco de rompimento nos tecidos.




Causa do escorbuto


        A causa do escorbuto é a falta de vitamina C no organismo. A falta desta vitamina prejudica a formação de colágeno, que sustenta a pele, ligamentos e cartilagens, e de sulfato de condroitina, que juntos geram os sinais e sintomas típicos da doença. O escobuto de rebote pode ocorrer quando o indivíduo toma doses excessivas de vitamina C e depois pára repentinamente.

Sintomas

      As manifestações clínicas iniciais da hipovitaminose C são a fadiga, perda de apetite, sonolência, palidez, tonteiras, anorexia, alterações cutâneas, dificuldades no processo de cicatrização e falta de energia nos membros e articulações, irritabilidade, deformidade dentárias, cicatrização lenta de pequenos ferimentos e presença de pequenas hemorragias. Podem causar infecções e morte . Já a deficiência grave de ácido ascórbico leva ao escorbuto.


Diagnóstico de escorbuto
       O diagnóstico do escorbuto é feito após examinar o indivíduo e rever hábitos alimentares. Pode-se comprovar a doença ao observar ao raio-x sinais como osteoporose generalizada, linha escorbútica ou de Fraenkel, sinal do halo ou do anel de Wimberger e zona de trummerfeld. Rosário costal e esporão de Pelkan também podem indicar o escorbuto.

Tratamento

       Dieta rica em vitamina C, casos mais graves medicamentos com alta concentração de vitamina C.
O tratamento para escorbuto é feito com a suplementação de 300 a 500 mg de vitamina C por dia.
       Um bom tratamento caseiro para o escorbuto é aumento da ingestão de alimentos fonte de vitamina C como acerola, morango, abacaxi, laranja, limão, aipo, pimentão vermelho e outros. Recomenda-se tomar de 90 a 120ml de suco de laranja ou de tomate maduro acabados de fazer, todos os dias, por vários meses.



TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO

Tecido Conjuntivo Propriamente Dito

       Os tecidos conjuntivos propriamente ditos tem a função de dar sustentação ao nosso corpo, servir como meio para trocas, proteção e armazenamento de gorduras. Isso se deve a um conjunto de moléculas que unem as células aos órgãos dando suporte ao corpo.
       O principal constituinte do T. C. P. D. é a matriz extracelular que é a união de diversas proteínas fibrosas e de substância fundamental. As fibras que compõem esse tecido são a de colágeno, reticulares e as fibras elásticas.  As fibras de colágeno e as elásticas exercem a função de formar paredes dentro dos órgãos dando origem ao estroma dos órgãos, que é um tecido de sustentação. As fibras elásticas podem oferecer tanto resistência como elasticidade aos tecidos.
       Substância Fundamental: É uma substância viscosa, hidrofílica de macromoléculas e glicoproteínas que se ligam as proteínas receptoras que são as integrinas, fornecendo rigidez a matriz extracelular.
       A diversidade de moléculas do tecido conjuntivo propriamente dito exerce importante papel de reserva para vários fatores que controlam a ploriferação e diferenciação das células. Também através da matriz do T. C. P. D. ocorrem trocas de nutrientes entre células e os suprimentos sanguíneos.
       A origem do tecido conjuntivo propriamente dito vem do mesenquima (tecido embrionário) que se origina do mensoderma. As células mesenquimais dão origem ás células do sangue, dos vasos sanguíneos e dos tecidos musculares. Algumas células desse tecido são produzidas localmente e permanecem no mesmo tecido. Outras habitam temporariamente e voltam para o lugar de origem, exemplo os leucócitos. 

Células do tecido conjuntivo propriamente dito

Fibroblastos: Fazem a síntese de proteínas e a produção de fatores do crescimento. São células mais comuns e por serem responsáveis pela síntese de proteínas, elas terão riqueza em retículo endoplasmático rugoso e complexo de golgi.

Macrófagos: Possuem grande capacidade fagocitária e atuam como elementos de defesa. Eles possuem núcleo oval ou em forma de rim, superfície irregular o que caracteriza a enorme função de fazer pinocitose e fagocitose. Possuem complexo de golgi desenvolvido, muitos lisossomos e retículos endoplasmático rugoso. Os macrófagos são derivados de células precursoras da medula óssea que se dividem formando os monócitos que irão se tornar os macrófagos que constituem o sistema fagocitário mononuclear.

Mastócitos: Colaboram com as reações imunes e alérgicas, tem o papel fundamental na inflamação e expulsões de parasitas. Eles possuem citoplasma repleto de grânulos que são metacromáticos devido à acidez presente nos glicosaminoglicanos. Os mastócitos tem origem de células precursoras hematopoéticas que produzem o sangue e situam-se na medula óssea.

Existem duas populações de mastócitos:
      
     1.    Mastócito de tecido conjuntivo que é encontrado na pele e na cavidade peritoneal, onde seus grânulos possuem a heparina que é uma substância anticoagulante.
      2.   Mastócito da mucosa, que está presente na mucosa intestinal e pulmões, nos grânulos invés de heparina possuem condroitim sulfatado.

Plasmócitos: São células grandes e ovoides com núcleos esféricos e possuem riqueza em retículo endoplasmático rugoso. Eles existem em pouca quantidade no T. C. P. D. exceto em locais próprios para a penetração de bactérias. Os plasmócitos são células transitórias que produzem anticorpos, e apresentam-se em maior número nas inflamações. 

Leucócitos (glóbulos brancos): São células de defesa contra microrganismos. Eles também são conhecidos como glóbulos brancos. Essas células tem origem no sangue e são migradas por parede de capilares e de vênulas. Os leucócitos após virem para o tecido conjuntivo propriamente dito não voltam para o sangue exceto os linfócitos.

Células Adiposas: São especializadas no armazenamento de gorduras e servem como reserva energética, que são os triglicerídeos.

Tipos de Tecidos Conjuntivos Propriamente Ditos

       Os tipos de tecido conjuntivo propriamente dito se diferem em sua histologia, localização e funções.

Tecido conjuntivo frouxo
       Preenche os espaços vazios da pele, é caracterizado por substância fundamental e fluido tecidual abundante, abrigando células fixas do tecido conjuntivo como: fibroblastos, células adiposas, macrófagos e mastócitos, assim como algumas células indiferenciadas. Também estão dispersas por toda a substância, fibras de colágeno, reticulares e elásticas, frouxamente entrelaçadas. Pequenas fibras nervosas percorrem esse tecido amorfo, assim como vasos sanguíneos que abastecem as células com oxigênio e nutrientes. Como esse tecido fica abaixo do delgado e epitélio dos tratos digestivos e respiratórios, ele é o local onde ocorre ao primeiro ataque do corpo aos antígenos, bactérias e outros invasores estranhos. Por isso o tecido conjuntivo frouxo contém muitas células transitórias que são responsáveis pela inflamação, reações alérgicas e respostas imunológicas. 
Agentes farmacológicos liberados pelos mastócitos aumentam a permeabilidade dos pequenos vasos, de modo que um excesso de plasma vai para os espaços do tecido conjuntivo frouxo tornando-o edemaciado.



Tecido Conjuntivo Denso

      Contém a maioria dos componentes encontrados no tecido conjuntivo frouxo, uma maior abundância de fibras e um menor número de células também encontradas no tecido conjuntivo frouxo, diferindo por ter muito mais fibras do que células. Nesse tecido, a orientação e a disposição dos feixes de fibras de colágeno o tornam resistente à tração. Quando os feixes e fibras de colágeno estão dispostos ao acaso em o tecido é denominado como Tecido Conjuntivo Denso Não Modelado (irregular). E quando os feixes e fibras estão dispostos em paralelo ou de uma maneira organizada, o tecido é denominado como Tecido Conjuntivo Denso Modelado (regular), que dividido nos tipos colágenos e elásticos.
Tecido conjuntivo denso não modelado: Contém principalmente fibras colágenas grosseiras entrelaçadas formando uma rede que resiste a trações de todas as direções. Os feixes de colágeno são tão compactos que tornam limitado o espaço disponível para a substância fundamental e as células. Com frequência os fibroblastos e o tipo celulares mais abundantes nesse tecido estão localizados nos entre os feixes de colágeno. Ele constitui a derme da pele, as bainhas dos nervos, as cápsulas do baço, testículos, ovário, rim e nodos linfáticos.
Tecido conjuntivo denso modelado: É composto por feixes de colágeno grosseiros fortemente compactados e orientados em cilindros ou lâminas paralelos que resistem a trações. Como as fibras de colágeno estão densamente compactadas, pouco espaço pode ser ocupado pela substância fundamental e pelas células. Os fibroblastos delgados achatados localizam-se entre os feixes de colágeno e seus eixos maiores são paralelos aos feixes. Os tendões, ligamentos e aponeuroses constituem exemplos de tecido conjuntivo denso modelado.
   





Fibras do tecido Conjuntivo

       O tecido conjuntivo é formado  por  fibras da matriz extracelular, que possui dois sistemas  de fibras: O Sistema Elástico e o Sistema Colágeno.
       O sistema elástico é composto de fibras elásticas, fibras  eulanínicas  e fibras oxitalânicas , estas fibras são formadas por proteínas de elastina e microfibrilas, que dão elasticidade e estabilidade ao tecido, são produzidas no fibroblasto, e possuem grande facilidade  em  distende-se, adaptando-se ao tecido, e estão localizadas em vasos  de grande calibre.
       O sistema colágeno são formados por fibras colágenas  e reticulares ,As fibras colágenas são formadas por vários tipos de colágeno, tipo I,II,III,IV,V, são fibras rígidas que possuem elasticidade e força de tração, são produzidas no fibroblastos e outras células como osteoblastos  e condroblastos, podendo localizar estas fibras na pele, osso, cartilagem.
       As fibras reticulares que também são formadas por colágeno do tipo III, associados a glicoproteinas e proteoglicanos, recebem este nome por se entrelaçarem como um reticulo, estas fibras são abundantes em regiões como músculo liso, endoneuro, trabéculas dos órgãos hematopoiéticos como baço, nódulos linfáticos, e medula óssea vermelha, formando uma rede aos redor dos órgão paraquimantosos como glândulas endócrinas.